Existem santos na Bíblia? Uma resposta bíblica, teológica e pastoral
A pergunta é simples, mas muito profunda: existem santos na Bíblia?
A resposta bíblica é: sim, existem santos na Bíblia. Porém, a pergunta seguinte é indispensável: o que a Bíblia quer dizer quando chama alguém de santo?
Porque uma coisa é usar a palavra “santo” no sentido bíblico; outra coisa é usar a palavra no sentido devocional desenvolvido posteriormente na tradição católica romana. As duas coisas não são idênticas, e a diferença não é pequena.
Na Bíblia, “santos” não são primeiramente pessoas canonizadas depois da morte, nem figuras diante das quais se deve ajoelhar, cantar, fazer promessas ou dirigir orações. No uso comum do Novo Testamento, santos são os crentes em Cristo, separados por Deus, pertencentes ao Senhor e chamados a viver em santidade.
O texto de Atos ajuda muito:
“Aconteceu que Pedro, passando por toda parte, desceu também aos santos que habitavam em Lida.”
Atos 9.32
Pedro foi visitar “os santos”. Mas quem eram eles? Eram cristãos comuns, irmãos da igreja em Lida. Lucas não está falando de imagens, nem de pessoas mortas canonizadas, nem de uma elite espiritual inatingível. Está falando do povo de Deus.
Essa é a primeira chave: na Bíblia, santo é quem pertence a Deus.
1. O sentido bíblico de “santo”: separado para Deus
No texto grego de Atos 9.32, a palavra traduzida por “santos” é:
ἁγίους — hagious
acusativo plural de ἅγιος — hagios
O termo hagios carrega a ideia de santo, separado, consagrado, pertencente a Deus. No plural, hoi hagioi, “os santos”, tornou-se uma forma comum de designar os cristãos no Novo Testamento.
Paulo usa essa linguagem constantemente:
“A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados santos.”
Romanos 1.7
“À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos.”
1 Coríntios 1.2
“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso.”
Efésios 1.1
“Saudai todos os santos em Cristo Jesus.”
Filipenses 4.21
Observe o detalhe: Paulo chama os coríntios de santos, mesmo sendo uma igreja cheia de problemas. Havia divisão, imaturidade, litígios, confusão no culto, distorções sobre dons espirituais e até pecado moral grave. Mesmo assim, eles são chamados de “santos”.
Isso mostra que, biblicamente, a santidade possui antes de tudo uma dimensão posicional: o crente é santo porque foi separado por Deus em Cristo. Ele ainda precisa crescer, amadurecer e abandonar pecados, mas sua identidade básica mudou. Ele pertence ao Senhor.
Em outras palavras: o crente não se torna santo porque já é moralmente perfeito; ele é chamado santo porque Deus o separou em Cristo, e agora ele deve viver de acordo com essa nova identidade.
Aqui existe uma tensão muito importante: o cristão já é santo, mas ainda está sendo santificado.
2. A raiz veterotestamentária: santo e profano
Para entender bem o Novo Testamento, precisamos voltar ao Antigo Testamento. A palavra hebraica central é:
קָדוֹשׁ — qādôš
santo, separado, distinto, consagrado
E também:
קֹדֶשׁ — qōdeš
santidade, coisa santa, aquilo que pertence ao domínio do sagrado
Em Levítico, essa linguagem é fundamental. Deus diz:
“Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo.”
Levítico 19.2
E os sacerdotes deveriam ensinar Israel:
“A fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo.”
Levítico 10.10
Essa distinção é muito importante. Na Bíblia, “profano” nem sempre significa necessariamente pecaminoso ou perverso. Muitas vezes significa “comum”, aquilo que não foi separado para o uso sagrado. O santo, por sua vez, é aquilo que foi separado para Deus.
Um objeto do tabernáculo era santo não porque tivesse poder mágico, mas porque pertencia ao serviço do Senhor. O sábado era santo porque Deus o separou. O povo era santo porque Deus o tomou para si em aliança.
Portanto, santidade, antes de ser uma qualidade moral isolada, é uma relação de pertencimento: o santo pertence a Deus e, por isso, deve refletir o caráter de Deus.
Essa ordem é decisiva. Primeiro vem o pertencimento; depois, a conduta. Primeiro Deus separa; depois Deus exige que o separado viva como separado.
3. Então todos os crentes são santos?
Biblicamente, sim.
Isso pode soar estranho para quem cresceu ouvindo “santo” apenas como título dado a personagens extraordinários da história da igreja. Mas, no Novo Testamento, “santo” é uma das designações normais para os cristãos.
Os santos são aqueles que foram separados por Deus, unidos a Cristo, lavados e santificados, habitados pelo Espírito e chamados a viver uma vida distinta do mundo.
Paulo diz aos coríntios:
“Mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
1 Coríntios 6.11
A ordem é interessante: eles foram lavados, santificados e justificados. Paulo está falando de uma mudança real de estado diante de Deus. Eles não pertencem mais ao antigo domínio. Agora pertencem a Cristo.
Mas isso não elimina o processo de transformação. Pelo contrário, exige esse processo.
Por isso, a santificação deve ser vista em pelo menos três dimensões:
Primeiro, santificação posicional.
Em Cristo, o crente já foi separado para Deus. Ele é santo porque pertence ao Senhor.
Segundo, santificação progressiva.
O Espírito Santo trabalha diariamente para conformar o crente à imagem de Cristo.
Terceiro, santificação consumada.
Na glorificação, o crente será plenamente livre da presença do pecado.
Essa é a tensão do “já e ainda não”. Já somos santos em Cristo, mas ainda estamos sendo santificados. Já fomos libertos do domínio do pecado, mas ainda lutamos contra a presença do pecado. Já pertencemos ao Reino, mas ainda aguardamos a consumação final.
Oscar Cullmann trabalhou essa lógica escatológica com a conhecida imagem entre o evento decisivo e a consumação final. A vitória foi conquistada, mas sua consumação ainda aguarda o fim. Aplicada à santificação, a ideia é clara: em Cristo, a vitória sobre o pecado já foi decisivamente inaugurada, mas a plena conformidade à santidade de Deus ainda será completada.
4. A questão católica: latria, dulia e hiperdulia
Aqui entramos numa distinção importante.
A teologia católica romana tradicional diferencia três categorias:
Latria: adoração devida somente a Deus.
Dulia: veneração dada aos santos.
Hiperdulia: veneração especial dada a Maria.
Tecnicamente, o catolicismo afirma que não adora Maria nem os santos. Diria que a adoração, no sentido estrito, pertence somente a Deus. Aos santos se daria veneração; a Maria, uma veneração superior, mas ainda não idêntica à adoração.
Essa distinção precisa ser reconhecida com honestidade. Não devemos caricaturar a posição católica dizendo que sua teologia oficial simplesmente ensina “adorar santos” da mesma maneira que se adora Deus. A distinção existe.
Mas a pergunta bíblica permanece: a Escritura autoriza práticas devocionais dirigidas aos santos e a Maria?
A Bíblia ensina a honrar homens e mulheres piedosos? Sim.
“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.”
Hebreus 13.7
A Bíblia apresenta Maria como bem-aventurada? Sim.
“Desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada.”
Lucas 1.48
A Bíblia nos ensina a imitar a fé dos servos de Deus? Sim.
Mas a Bíblia ensina a orar aos santos? Não.
Ensina a pedir proteção espiritual aos santos? Não.
Ensina a fazer promessas aos santos? Não.
Ensina a se prostrar diante de imagens deles? Não.
Ensina que Maria é mediadora da graça? Não.
Ensina que os santos falecidos devem ser invocados como intercessores? Não.
Aqui está o ponto central: a diferença técnica entre adoração e veneração não resolve o problema se a prática concreta assume forma, linguagem e função de culto.
Se alguém se ajoelha diante de uma imagem, canta cânticos devocionais, faz coroação, procissão, promessa, invoca proteção, atribui livramento e deposita confiança espiritual, a pergunta bíblica não pode ser apenas: “qual nome teológico damos a isso?” A pergunta deve ser: que tipo de relação religiosa está sendo estabelecida aqui?
A Escritura é muito cuidadosa nesse ponto.
Quando Cornélio se prostra diante de Pedro, Pedro o levanta:
“Ergue-te, que eu também sou homem.”
Atos 10.26
Quando João tenta se prostrar diante do anjo, é corrigido:
“Vê, não faças isso... Adora a Deus.”
Apocalipse 22.9
Esses textos são fortes porque envolvem figuras santas. Pedro era apóstolo. O anjo era mensageiro celestial. Ainda assim, a reação é imediata: não faça isso; adore a Deus.
Portanto, a questão não é negar honra aos servos de Deus. A questão é preservar a singularidade do culto devido a Deus.
5. Maria: bem-aventurada, serva e exemplo, mas não mediadora
Maria deve ser tratada com respeito. O protestantismo erra quando, por reação aos excessos marianos, fala de Maria quase com frieza ou desprezo. A Bíblia não faz isso.
Maria é agraciada por Deus, escolhida para gerar, segundo a carne, o Messias, exemplo de humildade, exemplo de fé, bem-aventurada entre as mulheres e serva obediente do Senhor.
Ela responde ao anúncio do anjo dizendo:
“Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra.”
Lucas 1.38
Essa é uma das mais belas declarações de submissão a Deus em toda a Escritura.
Mas Maria também diz:
“A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador.”
Lucas 1.46-47
Maria se alegra em Deus como seu Salvador. Ela não se apresenta como fonte da graça, mas como receptora da graça. Ela não engrandece a si mesma, mas ao Senhor.
Em João 2, nas bodas de Caná, sua palavra aos serventes é profundamente significativa:
“Fazei tudo o que ele vos disser.”
João 2.5
Maria aponta para Cristo. Essa é a postura bíblica de Maria: ela não chama a igreja para o centro de si mesma; ela direciona os olhos para Jesus.
Por isso, uma mariologia biblicamente saudável honra Maria sem deslocar Cristo. Reconhece sua bem-aventurança sem atribuir-lhe mediação universal. Admira sua fé sem dirigir-lhe oração. Aprende com sua obediência sem transformá-la em objeto devocional.
O Novo Testamento é claro:
“Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.”
1 Timóteo 2.5
A mediação salvífica pertence exclusivamente a Cristo. Ele é o caminho ao Pai. Ele é o sumo sacerdote. Ele é o intercessor perfeito. Ele é suficiente.
6. Santos como exemplos, não como mediadores
Aqui é preciso fazer uma distinção equilibrada.
A Bíblia não nos manda ignorar os santos do passado. Pelo contrário, Hebreus 11 apresenta uma grande galeria de homens e mulheres de fé. Abel, Enoque, Noé, Abraão, Sara, Moisés, Raabe e tantos outros são lembrados como testemunhas da fidelidade de Deus e exemplos de perseverança.
Hebreus 12 continua:
“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas...”
Hebreus 12.1
Mas o texto não manda invocar essa “nuvem de testemunhas”. O texto manda correr com perseverança a carreira proposta, olhando firmemente para Jesus:
“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.”
Hebreus 12.2
Essa é a diferença. Os santos são testemunhas, não mediadores. São exemplos, não objetos de devoção. São irmãos que apontam para Cristo, não substitutos funcionais de Cristo.
Nós podemos aprender com Pedro, Paulo, Maria, Estêvão, João, Priscila, Áquila, Timóteo e tantos outros. Mas não oramos a eles. Não nos prostramos diante deles. Não colocamos neles nossa confiança espiritual.
O cristianismo bíblico não é uma religião sem memória. Nós lembramos dos que vieram antes. Mas também não é uma religião de intermediários devocionais paralelos. Nós nos aproximamos do Pai por meio do Filho, no poder do Espírito.
7. A suficiência de Cristo como centro da resposta
A melhor forma de responder a uma criança não é começar com polêmica religiosa. É começar com Cristo.
A criança precisa entender que Jesus é suficiente.
Jesus salva.
Jesus intercede.
Jesus ouve.
Jesus recebe adoração.
Jesus nos leva ao Pai.
Jesus é o único Mediador.
Jesus é o Senhor da igreja.
Quando isso fica claro, a questão dos santos encontra seu lugar correto.
A resposta não precisa ser: “não gostamos dos santos.” Não é isso.
A resposta é: “nós honramos todos os servos de Deus, mas adoramos somente a Deus. Nós aprendemos com os santos, mas confiamos somente em Cristo. Nós respeitamos Maria, mas oramos ao Pai, por meio do Filho, no Espírito.”
Isso é mais bonito, mais bíblico e mais pastoral.
8. Uma resposta simples para a criança
Depois de toda essa base, a explicação para uma criança poderia ser assim:
“Sim, filha, existem santos na Bíblia. Mas santo na Bíblia não é primeiro uma imagem ou alguém para quem a gente ora. Santo é uma pessoa que pertence a Deus. Quando alguém crê em Jesus, Deus separa essa pessoa para Ele. Essa pessoa ainda está aprendendo, ainda pode errar, mas agora pertence ao Senhor e está sendo transformada por Deus.
Maria, Pedro, Paulo e muitos outros foram servos fiéis de Deus, e a gente pode aprender muito com eles. Mas a gente não ora para eles e não adora eles. A gente ora a Deus e adora somente a Deus. Jesus é o nosso Salvador e o nosso Mediador. Os santos apontam para Jesus; eles não tomam o lugar de Jesus.”
Essa resposta mantém a ternura e, ao mesmo tempo, protege a verdade bíblica.
9. Uma formulação mais teológica
Em termos teológicos, poderíamos resumir assim:
Na Escritura, “santos” são aqueles que, por eleição graciosa de Deus, foram separados em Cristo, unidos a Ele pela fé, santificados pelo Espírito e chamados a viver de modo coerente com sua nova identidade escatológica.
A santidade cristã é, portanto, dom e vocação.
É dom porque Deus nos separa em Cristo.
É vocação porque Deus nos chama a viver de maneira santa.
É processo porque o Espírito nos transforma progressivamente.
É promessa porque a glorificação consumará aquilo que a graça iniciou.
Por isso, a igreja não é uma comunidade de pessoas perfeitas, mas de pessoas separadas por Deus e em processo de transformação.
Essa compreensão impede dois desvios.
O primeiro desvio é transformar “santo” em uma categoria reservada a poucos heróis espirituais canonizados. O Novo Testamento usa o termo para todos os crentes.
O segundo desvio é reduzir santidade a um título sem implicações éticas. O mesmo Deus que chama seu povo de santo também ordena: “Sede santos.”
Assim, o crente é santo e deve tornar-se santo. Ele é aquilo que Deus fez dele em Cristo, e agora é chamado a viver de acordo com essa realidade.
Conclusão
Existem santos na Bíblia? Sim.
Mas, na Bíblia, os santos são os que pertencem a Deus. São os crentes separados pelo Senhor, santificados em Cristo e chamados a viver em santidade.
A Escritura nos permite honrar os servos fiéis de Deus, lembrar sua fé e imitar seu exemplo. Mas ela não nos autoriza a dirigir oração, culto, prostração, promessa ou confiança espiritual a eles.
Maria deve ser honrada como serva bem-aventurada do Senhor, exemplo de fé e obediência. Mas ela não deve ser tratada como mediadora, intercessora universal ou destinatária de devoção religiosa. A própria Maria aponta para Deus e para Cristo.
O centro da resposta é a suficiência de Jesus.
Os santos existem.
Mas os santos não salvam.
Os santos não mediam a graça.
Os santos não recebem culto.
Os santos apontam para Cristo.
E Cristo é suficiente.
Referências bíblicas principais
Atos 9.32 — Pedro visita “os santos” em Lida; uso do termo para os cristãos.
Romanos 1.7 — Os crentes são “chamados santos”.
1 Coríntios 1.2 — A igreja de Corinto é chamada de “santificada em Cristo Jesus” e “chamada santa”.
1 Coríntios 6.11 — Os crentes foram lavados, santificados e justificados.
Efésios 1.1 — Paulo escreve “aos santos” em Éfeso.
Efésios 4.12 — Os líderes equipam “os santos” para a obra do ministério.
Filipenses 4.21 — Saudação a “todos os santos em Cristo Jesus”.
Levítico 10.10 — Distinção entre santo e profano, limpo e imundo.
Levítico 19.2 — “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo.”
Êxodo 20.4-5 — Proibição do uso cultual de imagens.
Mateus 4.10 — “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.”
Atos 10.25-26 — Pedro impede Cornélio de se prostrar diante dele.
Apocalipse 22.8-9 — O anjo recusa a prostração de João e ordena: “Adora a Deus.”
1 Timóteo 2.5 — Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens.
Hebreus 7.25 — Cristo vive sempre para interceder pelos que se aproximam de Deus por meio dele.
Hebreus 11 — Galeria dos exemplos de fé.
Hebreus 12.1-2 — A nuvem de testemunhas aponta para a perseverança, mas o olhar deve estar em Jesus.
Hebreus 13.7 — Devemos lembrar os líderes fiéis e imitar sua fé.
Lucas 1.38 — Maria se apresenta como serva do Senhor.
Lucas 1.46-47 — Maria engrandece o Senhor e se alegra em Deus, seu Salvador.
Lucas 1.48 — Maria é chamada bem-aventurada.
João 2.5 — Maria aponta para Cristo: “Fazei tudo o que ele vos disser.”
1 Tessalonicenses 4.3 — A vontade de Deus é a santificação.
Romanos 8.30 — A obra salvífica de Deus culmina na glorificação.
1 Coríntios 1.30 — Cristo é nossa justiça, santificação e redenção.
Termos originais
ἅγιος — hagios
Santo, separado, consagrado, pertencente a Deus.
ἅγιοι — hagioi
Santos; forma plural usada frequentemente no Novo Testamento para os crentes em Cristo.
ἁγίους — hagious
Forma acusativa plural de hagios, usada em Atos 9.32 para “os santos”.
קָדוֹשׁ — qādôš
Santo, separado, distinto, consagrado.
קֹדֶשׁ — qōdeš
Santidade, coisa santa, aquilo que é consagrado.
חֹל — ḥol
Comum, profano, não separado para uso sagrado.
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