Queridos
Esta é uma introdução ao discipulado que ministrei em minha igreja
Pr Leonir Oliveira
1.
A necessidade do discipulado (introdução)
Acreditamos que a igreja atual está em crise, mas Deus tem um
plano maior para sua igreja. A queda desfigurou a imagem de Deus no homem, no
entanto Ele planejou algo melhor para nós: “Porque
os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o
primogênito entre muitos irmãos[1]”. Deus
quer restaurar a imagem dEle em nós. Em Jesus temos acesso a “tudo que diz respeito à vida e piedade[2]”.
Contrapondo toda nossa natureza carnal há o fruto do espírito[3]
nos capacitando a viver conforme Sua vontade. Mas como produzir caráter
semelhante ao de Cristo em uma sociedade corrompida? Penso que o único “método”
autorizado por Jesus para este tipo de mudança é o DISCIPULADO.
No
padrão bíblico o que é o discipulado? O que não é discipulado? Bem, vamos
começar com o que não é:
·
Treinamento;
·
EBD;
·
Pregação;
·
Encontros informais;
·
Culto nos lares;
·
Seminário;
·
Workshops;
·
Classe de novos convertidos;
·
Estudos bíblicos;
·
Cobertura Espiritual;
·
G12;
·
Movimento apostólico;
·
Dependência espiritual de outro cristão;
·
Alguns itens acima citados podem fazer parte do
programa geral da igreja em discipulado, mas nada substitui o discipulado mano
a mano.
O que é
o discipulado cristão?
Biblicamente: LUCAS 14
25 Ora, ia com ele uma grande
multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
26 Se alguém vier a mim, e não aborrecer(odiar) a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e
irmãs, e ainda também a sua própria vida,
não pode ser meu discípulo.
27 E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu
discípulo.
28 Pois qual de vós, querendo
edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para
ver se tem com que a acabar?
29 Para que não aconteça que,
depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a
virem comecem a escarnecer dele,
30 Dizendo: Este homem começou
a edificar e não pôde acabar.
31 Ou qual é o rei que, indo à
guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho
sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?
32 De outra maneira, estando o
outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.
33 Assim, pois, qualquer de
vós, que não renuncia a tudo quanto tem,
não pode ser meu discípulo.
34 Bom é o sal; mas, se o sal
degenerar, com que se há de salgar?
35 Nem presta para a terra, nem
para o monturo; lançam-no fora. Quem tem
ouvidos para ouvir, ouça.
Discipulado
necessariamente implica:
1)
Ir a Jesus;
2)
Odiar a sua
própria vida (termo forte que tentei amenizar olhando o grego e piorou, pois a
versão utilizada trazia aborrecer, outra opção de tradução seria detestar, mas
não melhora nada);
3)
Levar a sua
própria cruz
4)
Renunciar a
tudo quanto tem;
5)
Sem as
condições acima não podemos ser discípulos de Jesus (seguidores são diferentes
de discípulos);
6)
Quem tem
ouvidos para ouvir que ouça!
7)
Somos discípulos
de Jesus acima de tudo.
Definição
básica:
“Um discípulo em Cristo maduro, levando outros discípulos à
maturidade cristã”.
Elementos do discipulado:
ü Vida na
vida;
ü Caminhar
junto;
ü Relacionamento
entre duas pessoas com um compromisso de prestação de contas e crescimento em
maturidade;
ü Alguém
que se parece com Jesus levando outro a se parecer com Jesus também;
ü Envolvimento
verdadeiro;
ü Compromisso
entre duas pessoas com vistas ao crescimento das duas;
ü Certa
dose de entrega, proporcional a confiança na pessoa
ü Submissão
Inteligente;
ü Interdependência.
O que faz o discipulador?
— Ensina, Exorta, Confronta, Confirma, Consola, Disciplina[4];
— É modelo;
— Investe tempo na vida de outros;
— Molda o caráter do discípulo;
— É uma fonte de informação;
— Fornece sabedoria;
— Promove habilidades específicas e comportamentos eficazes;
— Fornece feedback;
— Treina;
— É uma caixa de ressonância;
— É alguém a quem se pode recorrer;
— Ajuda a delinear planos;
— Estimula a curiosidade;
— Prestação de contas;
— Acompanha a vida como um todo do discípulo fornecendo possíveis
direções e ajudando no processo decisório[5].
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